A Serra da Opa

Fica nos limites do concelho de Penamacor com o concelho do Sabugal. O seu cume marca parte do limite entre a Beira Baixa e a Beira Alta, mas não se enganem: a serra da Opa até nem é muito alta e estando em boa forma trepa-se bem pelo próprio pé, sem necessidade de especiais adereços. Um cantil cheio trazido de casa e um cajado de ocasião escolhido já a caminho podem ajudar. No cimo talvez encontre como bónus as ruinas de alguns castros de antanho. De lá do alto poderá disfrutar de belas vistas para o Casteleiro, Moita, S. Estêvão, Vale, Meimoa,Benquerença mas também, espreitando para Norte, a silhueta de Sortelha, a Sera de São Cornélio, a da Gardunha e para Oeste a Estrela e o vale da Cova da Beira, para leste a Malcata e um vislumbre da Serra da Gata, já em Espanha. Vale a pena subir à Serra da Opa, em Sortelha à Serra de São Cornélio,vale sempre a pena subir a uma montanha.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

José Sócrates no Casteleiro

José Sócrates, que se deslocou à nossa região, para inaugurar a Central Mini-hídrica do Meimão, passou pelo Casteleiro e parou para cumprimentar os autarcas daquela freguesia do nosso concelho, bem como alguns populares que o aguardavam.


Foi uma curta paragem da comitiva mas que bastou para demonstrar a afeição que nutre por aqueles autarcas.

O Sr. Governado civil da Guardar, Santinho Pacheco en visita, no Aniversário do Lar de S. Salvador no Casteleiro

O Sr. Governado civil da Guardar, Santinho Pacheco en visita no Aniversário do Lar.
O Centro de Dia da 3ª idade de S. Salvador comemorou no sábado, dia 7 de Agosto, o 15º aniversário. Além da valência Lar, também funciona como Centro de Dia e presta serviços de apoio domiciliário, usufruindo destes serviços 75 pessoas.

Pela primeira vez comemorou-se o aniversário deste lar. Foram convidados os familiares dos utentes, os sócios e toda a população do Casteleiro. Esta iniciativa, tal como nos referiu Sandra Fortuna tem o intuito de dinamizar a instituição. Para os utentes, é importante na medida em que têm oportunidade de ver pessoas novas, conviver com elas, e proporciona-lhes um dia diferente, com muita alegria e animação. “O lema da actual direcção é fazer mais e melhor.”, e o objectivo também é imprimir uma dinâmica diferente à instituição.

As pessoas demoraram a chegar, provavelmente com “medo” do calor abrasador que se fazia sentir, mas aos poucos, o pátio do Centro de Dia da 3ª idade de S. Salvador começou a encher-se de gente. Depois de algumas palavras proferidas pela Vice-presidente Delfina Leal, pelo Director da Segurança Social, José Albano e pela Presidente da Direcção do Lar, Sandra Fortuna, actuou o grupo das Cantadeiras de Caria, que animaram a festa e levaram o ritmo dos adufes até ao Casteleiro. Delfina Leal destacou o papel de uma instituição deste tipo numa freguesia como o Casteleiro, enquanto José albano afirmou que IPSS’s como o Centro de dia da 3ª idade de S. Salvador são o rosto da política social. Tal como referiu o presidente da Assembleia Geral do lar, esta instituição representa uma mais-valia para a freguesia. Sandra fortuna realçou ainda o papel de outras instituições do Casteleiro que articulam o seu serviço com o do lar como o Centro Cultural do Casteleiro, o Clube de Caça e Pesca do Casteleiro, e a Junta de Freguesia.

O lar do Casteleiro tem óptimas infra-estruturas, e é muito procurado, não só por pessoas do concelho do Sabugal, mas também por gente dos concelhos de Belmonte e Covilhã, devido à proximidade da freguesia com estas localidades. Só na valência Lar, são 42 os utentes do Centro de Dia S. Salvador, no entanto, ao todo são cerca de 75 as pessoas que beneficiam dos serviços prestados pela instituição, a qual emprega, actualmente, 22 pessoas
J. Gouveia

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

De Covilhã pelo Casteleiro...

Muita vontade mas muito frio.Com 2 graus negativos,estes amigos do pedal, sairam do calor da sua habitação, para uma volta num dia de bastante "frio".

Itinerário- Covilhã, Canhoso, Orjais, Belmonte, Olas, Inguias, Casteleiro, Três Povos, Monte Bispo, Peraboa e Covilhã.

Parabéns a este grupo de ciclistas da Covilhã.

Bem Vindos e até há próxima passagem pelo Casteleiro.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ouvir-se no Casteleiro o *Testamento do Galo*

As tradições:

No Casteleiro cerca de 40 anos depois da sua última realização. No dia 14 de Fevereiro 2010, Domingo Gordo, no Largo de S. Francisco, o *Testamento do Galo* ouvir-se, esta foi uma iniciativa da Junta de Freguesia, e convidou todos os Casteleirenses a associar-se, com a sua presença, a este regresso do *Testamento do Galo*. Foram muitos os que compareceram para ouvirem a leitura do testamento feita pelos mais jovens.

É bom recordar estas tradições, as gentes do Casteleiro merecem estes empenhos, com o dinamismo desta nova Junta de Freguesia, vai-se tornando tudo mais fácil.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Via hipotética que derivava do Itinerário XV Lisboa-Mérida

Variante por Meimoa: Casteleiro (vestígios no Convento de S. Francisco do Anascer, junto Ribeira do Casteleiro, e no Coito de Cima)
Rotas: várias correcções, sequência e milhas do Itinerário Alvega-Sabugal-Salamanca, com base nos miliário de St. Estevão e de Alagoas
Via hipotética que derivava do Itinerário XV Lisboa-Mérida em ARITIUM VETUS (Casal da Várzea, Alvega), atravessava o rio Tejo numa Ponte Romana referida por Francisco d' Holanda como "acima d'Abrantes", dirigindo-se para NE, passando em Castelo Branco, IGAEDITANIA, a importante civitas em Idanha-a-Velha, seguindo depois para Sabugal em direcção a Salamanca por Ciudad Rodrigo. Este itinerário tenta ligar uma série de troços de calçada e outros vestígios dessas regiões. De Mação, área muito romanizada, seguiria pela Ponte antiga sobre a ribeira de Pracana até Castelo Branco, onde talvez se divida, seguindo um ramal para Idanha-a-Velha e outro ramal para Caria, cruzando com o Via Braga-Mérida nesses pontos. A partir daí, a via deveria seguir para Sabugal atendendo aos miliários encontrados em Vale do Lobo, com o primeiro ramal, partindo de Caria, pelo Casteleiro e o segundo, partindo de Idanha-a-Velha pela ponte de Meimoa até se reunirem em Vale da Sra- da Póvoa. Estes traçados são hipotéticos e podem estar misturados com troços da via Braga-Mérida.
"Quim"

A RAIVA DO ALVA

Corre em Pombeiro da Beira uma velha história sobre uma disputa entre três rios portugueses nascidos na serra da Estrela: o Mondego, o Alva e o Zêzere.
Nascidos da mesma mãe, viviam os três irmãos, serpenteando pelas vertentes, tranquilos e alegres, amigos e companheiros. Passavam os seus dias mirando-se cada um na limpidez das águas dos outros e jogando ás escondidas nas gargantas, furnas e sorvedouros da gigantesca mãe.

Certa tarde, porém, pela noitinha, envolveram-se em azeda discussão, ao que parece motivada por arrogância de valentias. Trovejaram rivalidades e prometeram-se romper as prisões de infância, acabando por desafiar-se para uma corrida cuja meta seria o corpo enormíssimo do mar. o primeiro que lá esbarrasse seria o melhor de todos os três!

Qual deles descobriria melhor o caminho ? Qual conseguiria desenvolver maior barulho e força? Qual dos três seria o primeiro a oferecer as suas doces águas ás salgadas águas do mar? Era o que iria ver-se!

O Mondego, astuto, forte e madrugador, levantou-se cedo e começou a correr brandamente para não fazer barulho. E sem levantar suspeita foi escorrendo desde as vizinhanças da Guarda, pelos territórios de Celorico, Gouveia, Manteigas, Canas de Senhorim. Na Raiva, onde os primos vieram cumprimentá-lo, robusteceu-se com eles e dali partiu na direcção de Coimbra, depois de ter atravessado ofegante as duas Beiras.

O Zézere, porém, estava alerta, e, ao mesmo tempo que o Mondego o fez, começou a mover-se oculto no seu leito de penhascos, enquanto pôde. Foi direito a Manteigas, onde perdeu de vista o irmão. Passou também perto da Guarda, desceu correndo até ao Fundão e, de repente, desnorteou, obliquando para Pedrógão Grande. Quando deu por si, no meio daquela louca correria, tinha atravessado três regiões e estava ainda em Constância. Aí, cansado e desesperado, vendo-se perdido e sem hipótese de alcançar o mar, abraçou o Tejo e ofereceu-lhe as suas águas.

O Alva, poeta sonhador, entreteve a sua noite contemplando as estrelas. Adormeceu por fim, placidamente, confiado no seu génio, e quando acordou, estremunhado, era manhã alta. Olhou em volta e viu os irmãos correndo por lonjuras a perder de vista. Que fazer agora? Que imprevidente fora! Mas... remediar-se-ia o desastre!! E o Alva atirou consigo de roldão pelos campos fora, rasgou furiosamente montanhas e rochedos, galgou despenhadeiros, bradou vinganças temerosas. E quando julgou estar a dois passos do triunfo... foi esbarrar com o Mondego, que há horas já lá ia, campos de Coimbra fora, em cata da Figueira, onde se lançaria no seio maternal do oceano, ganhando assim a tão discutida corrida.

O Alva esbravejou e com a sua furiosa zanga atirou-se ao irmão a ver se o lançava fora do leito. Quando se sentiu impotente ante a serenidade majestosa do outro, espumou de raiva. E o Mondego, rindo, engoliu-o de um trago.

Ao memorável local de encontro, a foz do Alva, passaram as gentes a chamar-lhe Raiva em memória deste caso "tremebundo".

J. Gouveia

sábado, 23 de janeiro de 2010

A LENDA DO POiO DE SORTELHA

Conta-se que no tempo das guerras contra os Mouros, Sortelha estava submetida a um forte Cerco e em perigo de rendição.

Os géneros já se tinham esgotado. O Alcaide mandou perguntar por reservas e chegou à conclusão de que havia apenas a preciosa água que brotava na Fonte-de-Dentro que tantas vezes tornou Sortelha invencível e uns restos de farinha de centeio, alguns grãos de cevada da ração dos cavalos e no fundo de um pote de azeite, duas Bucheiras.

Com falta de alimentos estava também o acampamento da Moirama, fustigada pelas corujeiras de Janeiro.

Em situação dramática, houve a feliz ideia de juntar todos os restos de grãos de centeio e de cevada e milho moe-los em moinho de mão como se fosse para fazer carolo e com alguns galhitos e portas velhas, conseguiu-se aquecer o forno e fazer uma apetitosa Poia Grande Recheada, um grande Poio.

Embora a force fosse muita e colectiva toda a gente concordou que se mostrasse fartura ao inimigo e se atirasse sobre a tenda do Chefe Mouro, que estava montada mesmo ali por baixo do Castelo, ao sol, abrigada num Barroco.

Procurou-se o mais valentão e de melhor pontaria e depois de se ter feito Algazarra no Castelo, quando os Mouros, espreitavam em posição defensiva, questionando-se o porquê de tanta chamada de atenção, um valentão da nossa terra, capaz de partir de longe com uma pedrada uma perna de cabra aheia que lhe entrasse na horta, reparando onde estava o Emir, atirou-lhe com o apetitoso Poio, ao nariz.

Não lho amachocou porque ele se desviou.

Toda a Moirama queria ver que arma era aquela, que projectil era aquele.

Às Pedras já estavam habituados. Quando viram que era pão e ainda por cima recheado e quentinho, nem olharam a ordens ou a obediências.

Todos procuraram corner um bocado, quai bando de Corvos esfomeados.
A confusão foi tal que o Emir nem provou um bocadinho - só ficou com o cheiro.

E o suculento Poio provocou dissidências e quase uma rebelião pelo que se viu por vozes e gestos pois que se pela Fome não venciam Sortelha, pela força das armas, seria impossível.

O resultado da indisciplina e mal estar entre os Sitiantes foi desmontarem as tendas e abalarem, pelo Ribeiro abaixo, enquanto os Sortelhenses aliviados, foram respeitosamente dar graças a Nossa Senhora das Neves. E as Portas abriram-se e houve Pão.

E da Torre do Facho, avisaram-se os outros castelos vizinhos tais como o de Belmonte, Covilhã e Monsanto que os Mouros tinham abalado, que tivessem cuidado com eles.

Verdade ou mentira, o que é certo é que o ribeiro ficou conhecido por Ribeiro do Poio que desse até ao Casteleiro.

J. Gouveia