A Serra da Opa

Fica nos limites do concelho de Penamacor com o concelho do Sabugal. O seu cume marca parte do limite entre a Beira Baixa e a Beira Alta, mas não se enganem: a serra da Opa até nem é muito alta e estando em boa forma trepa-se bem pelo próprio pé, sem necessidade de especiais adereços. Um cantil cheio trazido de casa e um cajado de ocasião escolhido já a caminho podem ajudar. No cimo talvez encontre como bónus as ruinas de alguns castros de antanho. De lá do alto poderá disfrutar de belas vistas para o Casteleiro, Moita, S. Estêvão, Vale, Meimoa,Benquerença mas também, espreitando para Norte, a silhueta de Sortelha, a Sera de São Cornélio, a da Gardunha e para Oeste a Estrela e o vale da Cova da Beira, para leste a Malcata e um vislumbre da Serra da Gata, já em Espanha. Vale a pena subir à Serra da Opa, em Sortelha à Serra de São Cornélio,vale sempre a pena subir a uma montanha.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Mouro da Serra da Opa

Na Serra da Opa diz a lenda que à uma fenda na rocha. Esta caverna está ligada a uma velha lenda de "Mouros"... Em tempos que já la vão de um passado distante, havia neste local um palácio encantado onde vivia um velho mouro e a sua formosa e linda Filha. Um dia uma mulher do povo surpreendeu a moura a limpar o seu tesouro e, assaltada por um desejo irresistivel, decidiu vigiá-la para aproveitar a melhor altura de deitar mãos à grande e excessiva riqueza.

Um dia viu que o mouro e a Filha estavam à porta da caverna e, aproximando-se sem ser vista, surpreendeu a conversa entre os dois. 0 Pai não concordava em deixar partir a sua Filha para uma visita a umas primas do Castro em ruínas . O velho Pai temia morrer de repente e queria revelar¬Ihe o paradeiro de todos os seus tesouros escondidos, que eram muitos. Finalmente concordou e deixou-a partir com a sua aia.

Sabendo que o mouro ficava sozinho, a mulher voltou no dia seguinte com o seu marido e atacaram ambos o velho mouro, que caiu sem sentidos. Sem coragem para continuar naquela caverna escura, decidiram voltar mais tarde para levar o tesouro. Mas quando la' chegaram no dia seguinte, depararam com um pote de ferro que em vão tentaram abrir. Voltaram ao outro dia preparados com ferramentas mas não encontraram qualquer tesouro. A moura tinha voltado e escondeu toda a riqueza do seu Pai noutro local.

É de destacar,ainda um dito popular que diz pue entre a serra da Opa e Sortelha à um tesouro enterrado, o qual será encontrado," por rabo de ovelha, ou bico de relha"

As lindas mouras encantadas! Elas aí estão em muitos e muitos outeiros, grutas ou antas de Portugal! No seu interior há palácios, onde vivem rodeadas de imensas riquezas e luxos. Perto nasce sempre uma Fonte de água muito pura e cristalina que se transforma num lindo rio ou riacho. Como descobrir estes lugares?
"Quim"

Já contava a minha Avó

Já contava a minha Avó, que em tempos passados, da Moita se podia ver o brilho do ouro na Serra da Opa uma historia muito antiga, contada de Avó em Avó, pelos séculos fora, uma Senhora atraída pelas almejadas meadas de ouro, teve a ideia de tentar roubar algumas meadas de ouro, que estava ali nas lajes, ainda veio largas centenas de metros com as preciosas meadas de ouro na mão, mas depois teve de fugir e deitálo fora porque as "Mouras" vinhão atras dela enquanto as Mouras apanharam o ouro ela já estava a salvo. Mas sem o valioso tesouro dessas lindas "Mouras Encantadas".
"Quim"

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

As grandes vias da Lusitânia

Das trinta e quatro vias referidas no Itinerário de Antonino Pio para a Península Ibérica, onze respeitam ao actual território português: quatro de Brácara Augusta (Braga) a Astúrica Augusta (Astorga); uma de Olisipo (Lisboa) a Emérita Augusta (Mérida); uma da Salácia (Alcácel do Sal) a Ossonoba (Faro); e duas de Baesuris (Castro Marim) a Pax Júlia (Beja).

O estado actual da investigação neste domínio mostra que esta lista é muito incompleta, onde não estão registadas algumas vias principais e todas as secundárias.

Uma das estradas mais importantes do Portugal romano seria a via XVI do Itinerário de Antonino Pio, com uma extensão de 244 milhas (cerca de 360 Kms.), que ligava Olisipo (Lisboa) a Brácara Augusta (Braga), passando por Ierabriga (Alenquer), Scallabis (perto de Santarém), Selleum (Tomar), Conímbriga, Aeminium (Coimbra), Talabriga (Branca - Albergaria a Velha), Lancobriga (Fiães, Feira) e Cale (na margem esquerda do Douro); após a travessia do Rio Douro, seguia por S. Mamede Infesta, S. Pedro de Avioso, Quinta do Paiço e Vila Nova de Famalicão, o que é atestado pelo achado de miliários.

O traçado desta via, cuja construção poderia ter terminado ainda na primeira metade do século I, terá seguido em parte os antigos caminhos indígenas que já anteriormente haviam sido utilizados pelo exército romano nas diversas campanhas durante o período da conquista, sendo um exemplo a expedição de Décimo Júnio Bruto, em 137 AC.

Brácara encontrava-se ligada à capital da Lusitânia, Emérita Augusta (Mérida), por uma via imperial, em grande parte aberta no tempo de Augusto e não registada no Itinerário de Antonino Pio que, partindo desta cidade (Emérita Augusta) e após a passagem em Cáceres e a transposição do Tejo pela ponte de Alcântara, penetrava no actual território português por Segura, seguindo a Idanha-a-Velha (Egitânia), Vale de Lobo, Casteleiro, Sortelha (Lancia Oppidana) Centum Cellae (junto de Belmonte), Famalicão, Mangualde e Viseu. A partir daqui, a ligação a Brácara Augusta podia fazer-se directamente, seguindo a Castro Daire, Castelo de Paiva e, depois de cruzado o Douro; ao Freixo, Marco de Canavezes, Pombeiro, S. João da Ponte e S. Martinho de Sande, ou então pela via que, passando por S. Pedro do Sul, entroncava cerca de Talabriga (Branca - Albergaria a Velha) na via Olisipo - Brácara.
"Quim"

História de Portugal, Direcção de José Hermano Saraiva, Publicações Alfa

Calçadas Romanas

Outra grande marca da presença do povo romano nesta região. Sepulturas Medievais - Foram encontradas duas sepulturas não antropomórficas na Quinta das Barrentas. Uma delas é semelhante a um sarcófago em granito, e a outra é escavada na rocha, não muito profunda. Paisagem: Podem observar-se magníficas paisagens em relação à Serra da Vila, à Serra da Opa, ao Cabeço Pelado, à Presa e ao Casteleiro.
"Quim"

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Sepulturas em rochas nas proximidades, do Casteleiro



No vasto lagedo que cerca a igreja de Sortelha existem seis sepul­turas feitas em tempos imemoriais, talvez na época do don:inio romano. Quatro dessas pias sepulerais estão ao porte da igreja, muito perto uma das outras e duas do lado do nascente, igualmente muito prôximas e paralelas, tendo estas digno de nota o terem menos de um metro de comprimento. Foram por certo feitas para crianças e são as únicas que tenho visto da­quele tamanho.
"Quim"

Cai neve... cai neve... Cai neve no Casteleiro

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…

Cai neve, cai neve Cai neve,
na Serra da Estrela além
É branca, leve e fria
A neve que a Serra da Estrela tem
Sim Serra da Estrela
É longe, é alta, além
Não pode ir lá ninguém

Mas eu um dia
Com a minha fantasia
Peço à dona ventania
E ela me há-de levar
Pelo ar
Além
A ver a neve
Que Serra da Estrela tem.

Cai neve, cai neve
Cai neve no jardim
Branquinha cobre o chão
Então, tudo é branquinho assim.
"Quim"

sábado, 9 de janeiro de 2010

Cegonhas na torre do Casteleiro

Olha, a cegonha já está a fazer o ninho» - bom sinal:
O ritmo do Casteleiro continuava firme e seguro, o Ano ia decorrer bem.
A torre da Igreja é o local mais apetecido e disputado pelas cegonhas.
Era sempre um casal que volta exactamente ao mesmo ninho do ano anterior ali: no alto da torre.
Depois, deixaram de chegar, porque?
Deitar cedo e cedo erguer é coisa que a cegonha segue à risca. Mal nasce o dia preparam-se para o seu passeio matinal. Sem destino certo.
Tambem, deitar cedo e cedo erguer, para ir fazer a lavoura são costumes antigos, e os casteleirenses não fugiam ás regras, desta forma eles levantavam cedo para ir fazer a lavoura.
Os machos primam pela pontualidade. Voltam exactamente ao mesmo ninho do ano anterior e começam logo a prepará-lo para receber a sua amada, numa operação que demora entre oito a 15 dias. Logo que o tempo começa a aquecer, as crias exercitam os primeiros voos e partem para terras da África .
"O Emigrante", espaço e opinião de autoria de José Joaquim Gouveia
Bom Ano a todos.